Cria Contrato

Guia do Usuário e Dúvidas Frequentes

Entenda os aspectos jurídicos, práticos e legislativos antes de assinar este documento.

Qual a taxa de juros máxima permitida em um empréstimo entre particulares no Brasil?

O Código Civil (artigo 406) limita os juros de mora ao índice oficial da Fazenda Nacional (atualmente a taxa SELIC). Para juros remuneratórios em mútuo civil (empréstimo entre pessoas físicas ou entre uma PF e uma PJ não financeira), o limite é de 1% ao mês, conforme a Lei de Usura (Decreto nº 22.626/1933). Contratos com juros acima desse limite são considerados abusivos e podem ser revistos judicialmente, com redução ao limite legal.

O contrato de empréstimo precisa de testemunhas ou reconhecimento de firma?

Para ter validade como título executivo extrajudicial (permitindo cobrança judicial direta sem processo de conhecimento), o contrato de mútuo deve ser assinado por duas testemunhas, conforme o artigo 784, inciso III, do Código de Processo Civil. Sem as testemunhas, o contrato continua válido como prova, mas exige uma fase a mais no processo judicial para cobrança. O reconhecimento de firma não é obrigatório para a validade, mas reforça a autenticidade das assinaturas.

Para que serve o avalista e quando devo incluir um?

O avalista é uma pessoa que garante o pagamento da dívida caso o devedor principal não pague. É uma das formas mais seguras de garantia em empréstimos entre particulares. Inclua um avalista sempre que o valor for relevante e você tiver dúvidas sobre a capacidade de pagamento do mutuário. O avalista responde solidariamente pela dívida, ou seja, pode ser cobrado diretamente, sem precisar esgotar as tentativas de cobrança contra o devedor principal.

O contrato de empréstimo tem validade mesmo sem ir a cartório?

Sim. O contrato particular assinado pelas partes tem plena validade jurídica. No entanto, o registro no Cartório de Registro de Títulos e Documentos confere "data certa" ao documento — isso é útil para comprovar que o empréstimo aconteceu antes de eventuais problemas financeiros do devedor (como insolvência ou falência), afastando a alegação de fraude contra credores.